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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Exames 2º semestre

Exames do 2º Semestre

1ª época


História da Educação II…..20/06 a) (entrega do trabalho)

Sociologia da Educação II.....23/06 (14:00)

Psicologia da Educação II…..01/07 (11:00)

Avaliação I…..27/06 (entrega do trabalho 10:00)

Tecnologias Educativas I…..04/07 (entrega do trabalho 10:00)

Estatística e Investigação em Educação II…..25/06 (10:00)

(o trabalho de estatística também tem de ser entregue dia 04/07!!)


2ª época

História da Educação II….. a) (entrega do trabalho)

Sociologia da Educação II.....21/07 (11:00)

Psicologia da Educação II…..23/07 (11:00)

Avaliação I…..25/07 (entrega do trabalho 10:00)

Tecnologias Educativas I…..15/07 (entrega do trabalho 10:00)

Estatística e Investigação em Educação II…..17/07 (10:00)


a) A combinar com o docente

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Estatistica (T): estudo de caso

O que é o Estudo de caso?

. “O estudo de caso consiste na observação detalhada de um contexto ou indivíduo, de uma única fonte de documentos ou de um acontecimento específico” (Merriam, 1988).

. “Os estudos de caso têm em comum uma certa dedicação ao conhecimento e descrição do ideossincrático e específico como legítimo em si mesmo” (Walker, 1993).

“ O estudo de caso é o exame de um exemplo em acção, ou seja:

- a tentativa de compreensão (que pode ser interpretativa, explicativa, descritiva e/ou exploratória)(exame);

- de uma unidade individual de estudo (acontecimento, indidíduo, organização, grupo, etc.) (exemplo);

- que se identifique pelo seu carácter interactivo e psicossocial (acção).


. Os estudos de caso têm em comum a dedicação ao conhecimento e descrição do ideossincrático e específico como legítimo em si mesmo. O investigador não está preocupado com a generalização

. O contraste não se faz entre quantitativo e qualitativo, mas entre amostras e casos.


O que define um caso?

o O caso caracteriza-se pela sua delimitação natural ou pela sua integridade fenomenológica, ou seja, na sua origem e evolução a unidade de estudo deve mostrar uma certa estabilidade interna e deve ser reconhecida como tal pelos membros que a constituem”

o Sejam quais forem as finalidades, o seu estudo será necessariamente sistemático, detalhado, intensivo, em profundidade e interactivo.


Características do estudo de caso:

o Totalidade – os estudos de caso são estudos de uma realidade numa perspectiva holística. A sua integridade fenomenológica requer a delimitação (natural) do caso. Os E.C. devem reflectir todos os elementos que compõem o caso, enquanto unidade.

o Particularidade – reflectem a peculiaridade, a idiossincrasia e o detalhe do caso, de tal modo que se distingue daqueles que são similares. Oferece uma imagem vivida e única da situação.

o Realidade – não são apenas uma estratégia de acesso a uma realidade para conhecer; não só informam (criam uma imagem), como participam nos problemas, paradoxos, conflitos, situações e factos reais que fazem parte do caso (da própria realidade que é o caso).

o Participação – se os membros do caso são participantes reais do mesmo (eles constroem a realidade que se estuda) são-no também na investigação; também o investigador se torna participante no caso, com a sua presença e permanência no campo. Daí a importância da definição e negociação de papéis no processo de investigação.

o Negociação – o alcance da negociação é muito amplo; negoceia-se desde o uso da informação obtida, aos papéis durante o estudo, passando pelas perspectivas e significados. O processo de negociação vai muito para além da busca da validade do estudo; ele conforma todo o estilo de trabalho e de relação.

o Confidencialidade – como o estudo de caso implica organizações, situações e pessoas na sua vida real e os resultados do estudo podem afectar as suas vidas, a investigação deve decorrer em circunstâncias que não prejudiquem os participantes. O anonimato e a negociação sobre o carácter público ou privado da informação são as estratégias mais utilizadas para assegurar a veracidade do caso, sem perder o rigor analítico.

o Acessibilidade – a informação derivada do caso deve ser acessível a audiências não especializadas; deve utilizar-se uma linguagem comum, que reflicta a realidade estudada nos seus próprios termos.


Estudo de caso: vantagens

o Evidenciar os significados que os membros de um grupo ou comunidade atribuem às situações que nele/a vivem;

o Permitir uma articulação entre o conhecimento e a acção, com estreita colaboração entre investigadores e práticos;

o Constituir um arquivo de material descritivo suficientemente rico para permitir subsequentes reinterpretações;

o Os estudos de caso são mais acessíveis ao grande público do que outras investigações (podem servir múltiplas audiências).


Estudo de caso: dificuldades

o São muito complexos, morosos, por vezes difíceis de realizar;

o O acesso aos dados levantam problemas, assim como a sua publicação.

o Levanta-se o problema da implicação do investigador na realidade que estuda e seus reflexos nos resultados da investigação.

o Problema da generalização (estudos de caso múltiplos).


Desenvolvimento do estudo de caso:

o Selecção do caso e negociação do acesso

o Trabalho no campo
.dados documentais
.dados de observação
.dados de opinião
.selecção de processos de análise

o Organização dos registos e desenvolvimento dos processos de análise

o Produção do relatório da investigação

Estatistica (T): Investigação-Acção

Investigação-acção: O que é ?

. “Acção de nível realista sempre seguida por uma reflexão autocrítica objectiva e uma avaliação de resultados” . “cumpre-nos considerar a acção, a pesquisa e o treinamento como o triângulo que se deve manter uno em benefício de qualquer dos seus ângulos” (Kurt Lewin)

. “A produção de conhecimento ligada à modificação de uma dada realidade social, com participação activa dos interessados” (Ledoux, in Gomes, 1997)

. “É uma forma de inquérito auto-reflexivo, realizado por participantes em situações sociais, de forma a melhorar a racionalização e a adequação das suas práticas sociais ou educacionais e o entendimento dessas práticas e situações em que elas são realizadas” (Kemmis, 1993)


Características da Investigação-Acção

o É situacional, na medida em que há uma preocupação com o diagnóstico de um problema em determinado contexto específico e com a sua resolução nesse mesmo contexto.

o É colaborativa, na medida em que práticos e investigadores participam juntos no mesmo projecto.

o É participativa (possui um sentido democrático), uma vez que todos os membros da equipa (práticos e investigadores) contribuem para o desenvolvimento do processo de investigação.

o É empírica, dado que se baseia essencialmente em dados de observação, que se registam, reunem, partilham, analisam, avaliam e funcionam como base para a acção.

o É autoavaliativa, uma vez que há uma avaliação permanente das mudanças na situação em questão, com vista á concretização do objectivo principal de melhorar a prática.


Vertentes da Investigação-Acçao

. Investigação-acção como produção de conhecimento
método científico/rigor/estudo de casos

. Investigação-acção como modificadora de uma determinada realidade
transformação/mudança/implicação

. Investigação-acção como processo de mudança/formação
Participação/reflexão/conscientização


Qual é o objecto de estudo na Investigação-Acção?

A praxis:
Acção estratégica levada a cabo com a intenção de responder a um contexto problemático presente e imediato, o que requer que a acção seja fundamentada e comprometedora.


Que métodos, técnicas e procedimentos se utilizam?

A Investigação-Acção não se distingue pelo uso de qualquer conjunto particular de procedimentos de pesquisa; distingue-se pela sua coerência lógica, empírica e política, resultante das interpretações dos momentos reconstrutivos de auto-reflexão (observação e reflexão), assim como pela coerência lógica, empírica e política, resultante das justificações propostas nos momentos construtivos (planificação e acção).

Estatistica (T)- Investigação Qualitativa

A investigação qualitativa (resenha histórica)

Origem:

. Finais do século XIX/início do século XX - Problemas sociais/denúncia das condições de vida das classes trabalhadoras/mudanças sociais - Perspectiva multidisciplinar

. Primeiros estudos antropológicos - Antropologia Interpretativa


Escola de Chicago

. Interacção social (teoria)

. Estudo de caso (método)

. Ênfase na interacção entre o contexto social e as biografias


Reactivação da Sociologia Tradicional (anos 30-50)

. Volta a ter grande ênfase a investigação numa linha positivista, basicamente apoiada no uso da estatística. Hiato da investigação qualitativa.

. São excepções:

Sociology of Teaching (1932) de Willard Waller, que se baseia em entrevistas em profundidade, histórias de vida, observação participante, registos de casos, diários, cartas.
Faz uma descrição do mundo social dos professores e dos alunos.


Contributos no âmbito da investigação (Anos 50)

. A nível metodológico: generalização do uso da técnica da entrevista; surge a entrevista não-directiva (Carl Rogers).

. Desenvolve-se o importante estudo de Becker (1961) Boys in White, que estuda as perspectivas dos estudantes universitários de medicina relativamente à escola. Publica também em 1953 um estudo sobre as características das carreiras dos professores e perspectivas relativamente ao trabalho.

Reactivação dos estudos qualitativos (anos 60)

. Interesse particular pela educação das minorias e por dar a palavra aos discriminados.

. Retoma do interesse pelos métodos etnográficos para compreender essa problemática.

. Publicam-se livros muito importantes no campo metodológico, como: The Discovery of Grounded Theory (1967) Glaser e Strauss

A abordagem qualitativa representava na época a ascensão do espírito democrático!

Os antópólogos voltam-se para o estudo das comunidades dos seus países.

A Sociologia deixa de ser dominada pela teoria estrutural funcional e volta-se para os estudos fenomenológicos ou de interacção simbólica.


Expansão – anos 70

. Grande diversidade de metodologias

. Grande diversidade de temáticas

. Grande diversidade de estilos


Anos 80 e 90

. Aumentam substancialmente as publicações sobre a investigação qualitativa; publica-se o International Journal fo Qualitative Studies in Education

. Contributo da evolução dos computadores para a recolha e análise de dados qualitativos

. Aumenta o interesse pelas emoções e sentimentos das pessoas, pelos papéis psico-sociais e a construção do mundo

. Influência do pensamento pós-modernista.

Estatista (T): Características da Investigação Qualitativa

Para conhecer uma realidade é preciso fracturá-la
Conhecer é detalhar, repartir.

Características da Investigação Qualitativa

· Na investigação qualitativa a fonte directa de dados é o ambiente natural, constituindo o investigador o instrumento principal
· A investigação qualitativa é descritiva
· Os investigadores qualitativos interessam-se mais pelo processo do que simplesmente pelos resultados ou produtos
· Os investigadores qualitativos tendem a analisar os seus dados de forma indutivaO significado é de importância vital na abordagem qualitativa