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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Notas de Sociologia 1ª Fase!

SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO I
2006-2007


Aluno Teste W Final
Alexandra Pinhão 11 17 14
Alexandra Sousa 2,5 10 rep
Alexandru Darolti 8,5 17 13
Ana Catarina Grilo 13 14 14
Ana Filipa Monteiro 13 10 12
Ana Filipa Moreira de Almeida 7 13 10
Ana Filipa Pimenta 8,5 16 12
Ana Filipa Simões Almeida 14 13 14
Ana FreitasGonçalves 10 15 13
Ana Lúcia Chatilon 12 16 14
Ana Luísa Paulo 7,5 9 rep
Ana Raquel Fera 10,5 15 13
Ana Rita Gonçalves 6,5 13 10
Ana Rita Lopes 5,5 9 rep
Ana Rita Silva 7,5 8 rep
Ana Sofia Alves 11,5 13 12
Ana Sofia Silva 6,5 10 rep
Andreia Durães 10 14 12
Andreia Pires 12 6 rep
António Vicente 13 15 14
Bruno Almendra 11 11 11
Carla Cristina Vieira 5,5 15 10
Carla Febrónio 6 13 10
Carla Lopes 4,5 6 rep
Carla Robalo 8,5 11 10
Carla Sofia Sousa 4 9 rep
Catarina Aguilar 6 10 rep
Catarina Alves 15,5 12 14
Catarina Chagas 13 15 14
Cátia Carvalho 8,5 9 rep
Cátia Colaço 9 10 10
Cátia Ferreira 15 14 15
Cátia Silva 9,5 13 11
Cláudia Sofia Sequeira 10,5 14 12
Clémilde Ventura 10 rep
Daniela Barreira 15,5 12 14
Daniela Raimundo 11,5 14 13
Denise Cunha 2,5 7 rep
Diana Lemos 16 14 15
Eleonora Rocha 14 16 15
Eliane Pinto 9 11 10
Elisa Carrilho 12,5 12 12
Estela Silva 12 12 12
Filipa Carvalho 9 12 11
Flávia Silva 7,5 15 11
Francis Correia 8,5 6 rep
Francisco Guerreiro 10 13 12
Inês Pereira 12 15 14
Inês Silva 15,5 15 15
Inês Tavares 15 9 12
Joana Carriço 8 8 rep
Joana Costa 10 12 11
Joana Ferreira 4,5 12 rep
Joana Filipa João 11 15 13
Joana Filipa Silva 11 12 12
Joana Isabel Ventura 10 14 12
Joana Margarida Silva 9,5 13 11
João Madeira 7,5 12 10
João Miguel Guerra 7 rep
Juno Pereira 11 9 10
Liliana Sousa 15 16 16
Luiza Gameiro 7 rep
Mafalda Palma 8,5 11 10
Maria de Fátima Silva 5 8 rep
Maria João Manso 8 12 rep
Maria José Silva 13 12 13
Maria Lopes 13 13 13
Mariana Cruz 10 13 12
Mariana Romanciuc 9,5 6 rep
Marina Matos 11,5 15 13
Marta Costa 14,5 11 13
Marta Joana Faria 8,5 14 11
Miguel Alexandre Rodrigues 12 13 13
Mónica Lopes 10,5 12 11
Mónica Maia 11 13 12
Olga Fonseca 3 12 rep
Patrícia Calais Garcia 16 16 16
Patrícia Rocha 15,5 15 15
Paula Maceiras Martínez 14 13 14
Paulo Lopes 14 11 13
Raquel Rodrigues 15 11 13
Rita Luizo 9 rep
Sandra Filipa Coelho 6 14 10
Sara Alexandra Sousa 10,5 14 12
Sara Nunes 11,5 14 13
Sérgio Rodrigues 11,5 13 12
Sónia Isabel Dias 5 11 rep
Soraia Cristo 11 12 12
Susana Alexandra Martins 6,5 13 10
Susana Garcia Ramos (erasmus) 11 14 13
Susana Gonçalves 14 13 14
Susana Pinto 10 17 14
Tânia Cristina Pereira 2,5 rep
Tânia Lacerda 9,5 14 12
Tatiana Marinho 8 14 11
Telma Sousa 6,5 6 rep
Telmo Pereira 15,5 14 15
Teresa Matos 13 14 14
Vando Correia 3 12 rep
Vanessa Júlio 5,5 11 rep

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Sociologia: Sintese de textos

Temas:

.Mudança
-forma
-organização
-instituição

.Papel da Escola no combate à Exclusão Social
-exlcusão social

.Falta de Sentido
-Interacção Selectiva .Expectativas
.Aluno Ideal
-Alunos .Actores Sociais Passivos
.Actores Sociais Activos

.Escola como Contrução Social
-Estabelecimento de Ensino


A formação tem de passar por aqui: as histórias de vida no projecto PROSALUS

1ª Parte – procura-se evocar a história da educação das crianças e da formação dos adultos referenciando três grandes momentos: Movimento da Educação Nova, Educação Permanente e a reflexão epistemológica contemporânea.

2ª Parte – descreve-se a utilização das histórias de vida no PROSALUS

1.Contributo para uma história da educação das crianças e da formação dos adultos.

Nas sociedades ocidentais toda a formação tem estado impregnada do modelo escolar.
É possível detectar nas últimas décadas três grandes movimentos de contestação ao paradigma escolar:
Educação Nova – que irrompe do interior do sistema educativo e atinge o auge no decurso dos anos vinte;
Educação Permanente – tentativa de resposta à crise social dos anos 70;
Histórias de vida e método autobiográfico – manifesta-se através de uma nova epistemologia da formação.


O movimento da Educação Nova

É o primeiro grande movimento a pretender pôr em causa o modelo escolar, proclamando o fim da “escola antiga” e a criação de uma “escola nova”.
Provocou uma autêntica revolução pedagógica no interior do sistema educativo:
§ Defesa da autonomia dos educandos e dos métodos activos;
§ Estímulo à espontaneidade e à criatividade;
§ Valorização da aprendizagem e do “aprender a aprender”;
§ Procura de uma ligação entre a escola e a vida;
§ Tentativa de construção de uma “escola do trabalho” como crítica à “escola do alfabeto”;
§ Realce dado ao “aprender, fazendo”, incentivo à participação activa dos formandos no seu próprio processo de aprendizagem;
§ Luta por um ensino centrado nos interesses dos educandos

A Educação Nova pôs em causa os dois “pilares” do modelo escolar:
o A existência de um tempo para aprender e de um tempo para fazer;
o O encerramento das práticas educativas em espaços próprios e específicos, em instituições especializadas;

MAS, ao aprofundar as contradições do paradigma escolar, a Educação Nova concebeu uma certa forma social de “ver” a educação e abriu as portas a uma nova maneira de entender a formação.


A Educação Permanente

É o segundo grande movimento a pôr em causa o modelo escolar e resulta do facto que os indivíduos viverão constantemente em situações educativas.
O modelo escolar mostra-se incapaz de dar resposta aos desafios educativos dos anos 50 e 60, e portanto o sucesso educativo vai passar pela capacidade de formar indivíduos capazes de reciclarem permanentemente, aptos a adquirirem novas atitudes e capacidades, capazes de responder eficazmente aos apelos constantes de mudança. Assiste-se, então, a uma verdadeira “explosão” da formação profissional que invade todos os domínios da vida social e económica.
O Manifesto da Educação Permanente sustenta que a educação, para formar um homem completo, terá de ser global e permanente, isto é, já não se trata de adquirir conehcimentos definitivos, mas de se preparar para elaborar ao longo de toda a vida, um saber em constante evolucção e... de aprender a ser.
Sendo assim, a Educação tem lugar em todas as idades da vida e na multiplicidade das situações e das circunstâncias da existência. Ultrapassa os limites das instituições, dos programas e dos métodos.


Desvantagem da Educação Permanente:

Quando alguém não se sentir capaz de fazer algo, por não ter seguido o curso A ou B, estaremos a assistir a uma desqualificação dos saberes e das capacidades de cada um, obtendo um efeito contrário ao pretendido pela Educação Permanente.

Com o advento das perspectivas da Educação Permanente produziu-se uma ruptura fundamental com o modelo escolar, mas continuou-se a agir segundo uma lógica escolarizada. A questão central continuou a ser formar (Como? Quando? Onde?) e não formar-se (O que é o formador da vida de cada um?). Continuou-se a reflectir e a trabalhar fundamentalmente em torno de uma formação institucionalizada.
Desenvolveram-se as mais sofisticadas técnicas de formação, instrumento de formação, elaboram-se estratégias de formação inovadoras, construíram-se locais e centros de formação, etc. Tudo isto deu um contributo decisivo ao domínio da formação de adultos


Territórios Educativos de Intervenção Prioritária: A escola face à exclusão social

O primado do combate à exclusão social tem vindo a er explicitado como uma das principais linhas de orientação estruturantes da acção governativa. Esta perspectiva tem a sua tradução em medidas emblemáticas, no campo das políticas sociais. Tambémno campo da educação o conceito de exclusão social tem vindo a marcar o discurso recente sobre políticas educativas.

O conceito de exclusão social emerge, nos discursos dos decisores e nos documentos de orientação política, associado e, com frequência, sobreposto aos conceitos de insucesso e abandono escolar.
A criação dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária representa uma das medidas de política educativa que, de forma inequívoca, assumem o objectivo de promover a integração social de populações socialmente mais “fragilizadas”. Este artigo pretende apresentar um “ponto de vista” sobre os TEIP. O objectivo principal deste texto é o de contribuir para a produção de um olhar crítico e de um acréscimo de lucidez sobre a política de criação dos TEIP e sobre os fenómenos sociais que lhe estão associados.
A reflexão apresentada neste texto tem como referência informação empírica recolhida e tratada no âmbito destes três projectos e organiza-se em torno de três eixos fundamentais de análise.
O primeiro eixo diz respeito à questões de definição e consturção desta medida de política educativa, situando-se, portanto, a um nível que podemos designar de nível macro. Um segundo eixo de análise (situado a um nível mezzo) refere-se aos processos de regulação local das políticas educativas, numa perspectiva de territorialização. O terceiro eixo de análise (nível micro) incide sobre a natureza da relação e modalidades de trabalho pedagógico construídas com os alunos.
Cada um dos níveis considerados corresponde ao espaço de intervenção e responsabilidade de actores individuais e colectivos específicos. O nível macro, a definição da política educativa, é o espaço de intervenção e responsabilidade dos decisores políticos e da administração; o nível mezzo é o espaço de intervenção e responsabilidade das instituições educativas locais e é este o âmbito possível para a construção da autonomia dos estabelecimentos de ensino; o terceiro nível é aquele em que o papel e a responsabilidade dos educadores e professores se afirma como decisiva.

Exclusão: um fenómeno da esfera do mundo do trabalho:
A importância para o campo educativo da problemática da exclusão, fazendo corresponder, de modo simétrico, um fenómeno que seria exterior à escola (exclusão social) a um outro fenómeno, este interno à escola (exclusão escolar) exprime, não um agravamento dos problemas especificamente escolares, mas sim uma maior sensibilização por parte da instituição escolar a fenómenos de natureza social cuja origem se situa no mundo do trabalho.


Entre Outurela e Portela

Este texto refere-se a um caso de investigação por parte de Irene Santos, numa escola primária que nasceu no centro de um bairro social. Era a escola de Outurela que se situa em Portela.
Esta investigação teve lugar numa única turma, que foi acompanhada desde a entrada no 1º ano até ao 4º ano do 1º ciclo do ensino básico.
Nesta escola fazem-se variadas coisas inovadoras. Uma delas que se nota em maior relance é que a sala está dividida por espaços pelos quais é obrigatório os alunos passarem e um espaço central em que as crianças desenvolvem as actividades que desejarem. Nesta escola as crianças quase gerem o seu próprio currículo. Aprendem à medida que querem e aquilo que lhes apetece.
A escola oferece às cirnças a possibilidade destas participarem nos problemas que envolvem o meio onde estudam e isso denota-se quendo no texto, por exemplo, as crianças revelam que escreveram uma carta ao presidente da câmara para que fossem colocadas lombas junto à escola, porque os carros passavam em grande número e em grande velocidade.
Além desta participação a nível escolar, também participam em problemas comuns aos deles, de discriminação e esclusão social, entre outros. Temos o exemplo da exclusão social na Suíça a alguns alunos portugueses. Os alunos desta escola enviaram uma carta para o representante do Consulado portugês na Suiça, para que esta discriminação parasse. Até receberam resposta.
O professor aposta muito na escrita, para que esta não se dilua. E, aliás, quando existe uma apresentação de trabalho, os alunos têm de situar esse trabalho na História universal, registando num mapa num dos espaços da sala.
As suas tarefas no dia-a-dia eram planificadas pelos próprios alunos com a ajuda do professor. O conselho também participava muito nesta gestão e organização dos espaços.
Pela parte dos pais, havia sempre um incentivo para que os alunos estudassem, mesmo apesar de muitos destes pais serem analfabetos. Ao início não era tanto, mas com o passar do tempo foram vendo o interesse dos filhos pela escola e ainda os motivavam mais.
No fundo, esta é uma escola que mostra às crianças a possibilidade de mudança. De que mesmo não sendo ninguém importanmte ou famoso, pode-se mudar as coisas que estão mal. É uma escola que cativa os seus alunos, pois estes não são um público-alvo fácil de “chamar” para a escola.
- Participação nos problemas da escola;
- Várias nacionais;
- Problemas em comum a todos os alunos;
- Adaptação do currículo às crianças;
- Mudança a partir das coisas pequenas;
- O que não está escrito dilui-se;
- A escola está fora do mundo;
- Firmeza do professor em algumas situações;
- Empenho dos pais, vários analfabetos;
- Empenho do professor na valorização dos filhos junto dos pais;
- Organização: Planificação das tarefas e Conselho;
- Localização no tempo histórico universal;
- tratavam o professor pelo nome próprio;
- Mostrar às crianças a possibilidade de mudança;
- Organização de espaço por áreas.


Alunos: a construção da Experiência

Os alunos como actor:
Afirmou-se no campo da Sociologia, a partir dos anos setenta, como contraponto crítico a uma visão dominante marcada pelo funcionamento e pelo determinismo, um “regresso do actor”, tendo como referência o individualismo metodológico, Tradição webariana. Os comportamentos dos indivíduos não são determinados pelas suas posições sociais, nem pelas estruturas sociais em que se inserem, mas sim compreensíveis à luz de raciocínios antecipados que configuram estratégias de acção.
O estudo clássico de Raymond Boudon (1979), sobre a relação entre a educação e a mobilidade social, bem como obra, igualmente clássica, de Crozier e Fridberg (1977) sobre a relação entre a dimensão individual e colectiva da acção humana. Esta influência repercutir-se-ia, nomeadamente, na “descoberta da escola” encarada como um construído social dotado de autonomia relativa, resultante da interacção entre um conjunto de actores sociais. O conceito de “actor social” que aplicado aos alunos abre perspectivas novas e muito fecundas para reequacionar o funcionamento da organização escolar, entendida como um sistema de comportamentos.
A sociologia do “actor”, nomeadamente no caso dos alunos, supõe uma capacidade destes para participar da construção social das situações em que estão inseridos, procedendo à construção da sua própria experiência (Dubet, 1994 e Martucelli, 1996), revelando, nesse processo, que são possuidores de verdadeiras “competências políticas” (Rayou, 1999).
O que é dado como um dado novo não interessa à sociologia, mas sim a ruptura com a perspectiva de encarar a criança ou o aluno como um mero objecto pedagógico. O que passa a estar em causa não é apenas saber como é que os adultos socializam ou educam as crianças mas, também, “saber o que estas fazem daquilo que lhes é feito” (Montandon, 1997). Segundo Perrenoud (1994), se, por um lado, o comportamento dos alunos, na escola, é susceptível de ser analisado a partir do modelo do “actor social”, por outro lado, a escola constitui um meio de vida onde o aluno aprende a ser actor social.

O ofício do aluno:
O conceito de “ofício do aluno” tem a sua justificação quer em termos semânticos, quer em termos de análise. Esta dupla pertinência explica que tratando-se de um conceito cuja introdução na literatura científica é relativamente recente o seu uso se tenha rapidamente tornado corrente (para melhor percepção deste ponto é melhor ler o texto por se tratar da descrição de um estudo).
As escolas podem ser entendidas como sistemas de comportamentos em que a acção e a estratégia de cada actor, ou categoria de actores, só se torna compreensível no quadro da sua interacção com os restantes. Nestes termos, estamos perante processos e sistemas causais marcados pela circularidade sistémica, em que deixa de ser possível encarar os alunos como a “matéria-prima”, o objecto do trabalho dos professores. Pelo contrário é pssível indentificar um efeito retroactivo sobre os professores das modalidades de acção escolhidas pelos alunos.

Os alunos “formam” os professores:
As escolas são definidas como o lugar onde se ensinam os alunos, habitualmente. As escolas são, também, o lugar onde os professores aprendem com os alunos, num processo de permanente socialização profissional e construção identitária (para melhor percepção deste ponto é melhor ler o texto por se tratar da descrição de um estudo).
Em síntese, o ciclo de mudanças iniciou-se com o desenvolvimento das produções das crianças, o que desencadeou projectos de acção diversificados ao nível das escolas. O assumir de projectos próprios, por parte dos professores, permitiu a estes abandonar a postura de “funcionário”, num processo de construção de autonomia que, também propiciou a emergência de projectos dos alunos.
Estes projectos, a sua dinâmica e os seus resultados, tiveram um efeito de retroacção na maneira de trabalhar (ao nível individual e colectivo) dos professores, bem como na leitura que estes passaram a fazer da situação em que estavam inseridos. Em consequência, verificou-se uma redefinição do quadro do processo de formação que passou a basear-se na valorização da capacidade de cada professor produzir práticas singulares, explicitando-as, analisando-as. O concelho escolar pôde assim , num segundo momento, ser revalorizado enquanto espaço institucional onde a troca de experiência e de saberes veio, progressivamente, substituir práticas anteriores de planificação didáctica rotineira.
A influência dos alunos na mudança de representações e de comportamentos por parte dos professores pode ainda ser exemplificada a partir dos resultados da investigação empírica por nós conduzida na avaliação do Centro de Recursos Educativos da E.P. Marquesa de Alorna (Canário e Oliveira, 1992). Neste caso, verificou-se um processo de desenvolvimento de uma inovação (ao nível do estabelecimento de ensino) que, ao definir os alunos como primeiros destinatários, retirou aos professores o papel de filtro mediador entre a inovação e os alunos. A intensa apropriação do CRE pelos alunos permitiu legitimar institucionalmente esta inovação e eercer uma influência retroactiva sobre os modos de pensar e agir dos professores.

Os alunos como elos entre a inovação e os professores:
Em síntese, a progressiva “conquista” dos professores apoiou-se na utilização intensiva do CRE pelos alunos. Verificou-se um significativo acréscimo da frequência de utilização do CRE, por parte dos professores, que permitiu passar de uma frequência inicial, de fraca utilização, para bíveis de forte utilização. Esta tendência exprimiu-se quer num elevado índice de utilização, quer numa elevada percentagem de utilizadores e apoiou-se num núvcleo estável de utilizadores frequentes. A “adopção” do CRE por um número crescente de professores correspondeu a uma “descoberta” progressiva da sua congruência de modos operativos de o utilizar, do reconhecimento de um saldo positivo entre as vantagens e os custos de utilização. Definiu-se, assim, um percurso apropriativo (individual e colectivo), não linear e complexo. O efeito de retroacção das práticas dos alunos sobre as práticas e representações dos profesores constituiu um dos aspectos mais interessantes e originais do processo de desenvolvimento do CRE. A passagem de uma situação, inicial, de algum alheamento e incompreensão, para uma visão valoriza e um acréscimo de utilização, por parte dos professores, tem a “marca” dos alunos. Estes foram um elo fundamental de ligação entre o CRE e os professores constituiram-se como um dos recursos fundamentais para construir e consolidar esta inovação. A apropriação do CRE pelos alunos e a influência retroactiva das suas práticas sobre o percurso apropriativo da inovação, pelos professores, constituem processos interdependentes. Na sua base esteve uma estratégia deliberada da equipa que concebeu e geriu a inovação. Esta base teve como destinatários principais, e mais directos, os alunos. A valorização do CRE como espaço educativo informal preveniu a sua “escolarização” e favoreceu níveis elevados de adesão, por parte dos alunos. A adesão dos alunos legitimou” a inovação e favoreceu a sua apropriação pelos professores.


O trabalho na escola: entre o prazer e o enfado

Este texto desenvolve o ponto de vista do professor Rui Canário e de outros teoristas sobre o porquê do ensucesso dos alunos, o porquê de não trabalharem.
O autor irá desenvolver este tema em três pontos essenciais:
o Argumentar no sentido de mostrar que não estamos perante um problema recente que é intrínseco à forma e organização escolares;
o Ideia de que o trabalho realizado na escola constitui uma modalidade particular do trabalho humano. Sabes se o modo como os alunos encara o trabalho reside no processo de construção da sua relação com o saber e dos processos que são simultâneos da atribuição de um sentido para esse trabalho;
o Argumentar no sentido de mostrar que o trabalho dos alunos não é dissociável do trabalho exercido pelos professores. São duas dimensões interdependentes que só em conjunto, e de forma simultânea, podem mudar, o que convida a uma estratégia de aliança e não de confronto.
O autor dá-nos várias ideias sobre aquilo que pode causar o desinteresse do aluno pela escola.a primeira coisa foi esclarecer que este não é um problema novo.
Os alunos, por tudo o que fazem dentro da escola, tendem a ser colocados como problema social desta, por parte dos professores.
Desde o regime Salazarista que os alunos já estavam colocados no centro das atenções por se manifestarem rebeldes no cumprimento dos seus deveres.
Num congresso organizado pela D. Virgínia Gersão as causas desta rebeldia eram, entre outras: a excessiva liberdade de que gozam em casa, a ausência de idealismo dos alunos,...
No fundo, segundo a visão de _Mário dionísio:, o queestá em causa na organização do trabalho escolar é substituir o critério de obrigação pela necessidade.
Seguindo a ideia de que o problema estaria na escola, baseia-se no facto de a escola ter vindo a ser submetida a uma crítica constante e demolidora, por parte dos mais instruídos e, teoricamente mais próximos da cultura escolar e mais esclarecidos sobre os seus benefícios.
Pensando se o problema não estará nos professores, Popper refere que muitos professores estão infelizes no seu trabalho, e que isso interfere com o aluno. Este autor refere que o melhor seria desembaraçar-nos desses professores. Porém, isto cada vez se mostra mais exequível, pois na prática ficaríamos quase sem professores!
O problema dos professores é o mesmo problema dos alunos, que convida a uma aliança entre ambos. Nesta perspepctiva, os professores só podem resolver o seu problema modificando a forma e o conteúdo do trabalho escolar que a escola tradicionalmente atribui aos alunos.
Podemos fazer com que os alunos se interessem mais pelo seu trabalho na escola. Um exemplo é incentivando-os com a escrita. A escrita implica o domínio da linguagem verbal, que está no centro das aprendizagens escolares e contitui, um instrumento priveligiado, enquanto meio para promover a expressão e a “produção de si”. Isto contribui para um processo de desalienação do trabalho escolar.
A alienação do trabalho escolar exprime a relação entre o trabalho dos alunos e o dos professores.

Sociologia

A sociologia foi proibida durante o estado novo.

Escola de massas: aquela onde estão representadas todas as classes e grupos sociais (diferente de escola massificada = aquela que tem mais alunos que espaço)

Antes do 25 de Abril: escola comercial e industrial E Liceu
Depois do 25 de Abril: Escola de massas


Nível: MACRO - organização escolar
MESO - escola
MICRO - sala de aula

Funções manifestas : legislação
Funções Latentes : prática

. Todo o acto social tem sempre uma intencionalidade e pode ter consequências não intencionais e não explícitas.

Características do profissionalismo docente:
- a perspectiva funcionalista

O professor é um profissional. Que critérios se utilizam para definir profissões, semi-profissões e ocupações.
Sendo o sociologia paradigmática, haverá diferentes leituras de profissionalidade, profissão e profissional.
A abordagem clássica sobre as profissões é funcionalista (é provocadora e didacticamente mais clara). Há outras perspectivas mas esta é a clássica, tradicional mas não se pode aceitar pacificamente. É necessário fazer uma crítica à própria teoria funcionalista.
Existem dois grandes paradigmas:
- do conflito (luta entre grupos divergentes)
- do consenso (a sociedade é o resultado de uma aspiração espontânea dos indivíduos para um consenso social)

A teoria marxista é representativa do paradigma do conflito (a história é o resultado de uma luta de classes). A teoria funcionalista é do consenso, valoriza a integração, a ordem social.
Os paradigmas - esquemas interpretativos - não coincidem com a realidade social que é híbrida.

A realidade social não é dicotómica, há mediações.

A primeira conclusão a que os autores funcionalistas tem chegado sobre as profissões é que elas se adquirem via uma longa escolaridade.

1. longa escolaridade
(mínimo licenciatura)

2. Saber especializado
tridimensional:
saber : domínio de uma especialidade científica
saber fazer: domínio de uma técnica de utilização
saber ser: o perfil de saber adequado ao exercício da actividade profissional

Funções da educação:

Saber: Função cultural (transmite um background)

Saber Fazer: Função produtiva d educação escolar (promove valores)
Função socializadora da educação escolar

Saber ser: Função personalizadora da educação escolar
Função igualizadora da educação escolar (transmissão do mínimo cultural comum)

Os saberes especializados apoiam-sae nas funções e nos níveis de ensino:

3. Controlo de admissão à profissão pelos próprios profissionais
Quem tem a palavra decisiva são os profissionais desse mesmo campo.

4. Associações profissionais ( sindicatos)

associações profissionais: código deontológico ou de ética; discussão e defesa dos interesses do cliente ( associações disciplinares).
sindicato: defesa dos interesses profissionais.

- ambos voluntários

Uma associação no sentido sociológico deveria ser voluntária com professores de todos os níveis de ensino (que se juntassem independentemente de hierarquias). O que existem são associações profissionais que defendem a lógica de algumas partes - A. P. Português, Química - e não associações do todo.
A associação deveria ter um organigrama achatado (as relações entre as pessoas são mais horizontais).
A ordem é uma organização profissional fortemente hierarquizada, sendo integrada pela élite de profissionais de um dado campo. (ex. Ordem dos médicos, dos advogados)- Os bastonários têm um vasto currículo e prestígio.
É fácil fazer a ponte entre uma elite profissional, social e política.

Ordem : organização que assume um papel de controlo social que em princípio caberia ao estado. (o estado é um conjunto de organismos)
estado: território delimitado
controlo sociológico

Max Weber define o estado como a entidade que tem o monopólio legítimo da violência.

Controlo social: a família transmite valores e a escola mostra um tipo de sociedade.

Pierre Bourdier : na escola, a relação pedagógica é uma violência simbólica.

O exercício do contrato social não é, em si, mau, o seu uso é que pode ser correcto ou incorrecto. A sociedade tem um certo número de grupos com desigual poder que "controlam o estado".
O estado é super e inter-classista (mas é permeável aos interesses dos grupos sociais).

O estado ao abrir mão de uma parte do "controlo social" para a Ordem reconhece-lhes mais estatuto social, mais prestígio.
A ordem exerce um controlo social (guardiã dos valores dominantes e interlocutora priviligiada ao nível do estado dado que fazem parte da mesma élite profissional, política e social).
ordem baseada numa hierarquia meritocrática.

5. Código deontológico
Conjunto de regras produzidas pelos próprios profissionais para profissionais. valores.

6. Autonomia profissional (colectiva e individual)
Capacidade de fazer escolhas racionais (susceptíveis de serem fundamentadas do ponto de vista científico e técnico) dentro de certos limites
A autonomia está limitada nas áreas profissionais partilhadas. O profissional nunca é independente. O profissional é autónomo.
Autonomia colectiva: Se um médico tem automomia é porque os médicos tem autonomia.

7. Identidade profissional
Identificação e realização pessoal na escolha da profissão.

Grupos de pertença (familia) ---- grupos de referência (que condicionam os nossos valores mas que podem estar longe geograficamente)

Inconsistência de status (sociologicamente) ou Dissonância cognitiva (psicologicamente): não identificação com a profissão, não faz aquilo que gosta, não coincide com os seus valores.

A obtenção de um status passa hoje pela escola (nunca foi tão criticada nem tão procurada).
Um individuo que vive em dissonância cognitiva ou muda o seu grupo de referência ou acomoda-se.

A identidade constrói-se através do reforço das semelhanças para dentro do grupo e simultaneamente através da afirmação das diferenças para fora.

8. Estatuto de carreira
Avaliação, promoção por mérito, formação contínua e abertura à inovação : forma e critérios de mudança na própria profissão.


Características das verdadeiras profissões (no modelo funcionalista) cujo modelo são as profissões liberais tradicionais do século passado.
A perspectiva funcionalista não é a única a analisar as profissões mas é a perspectiva dominante.
Perspectiva funcionalista: resultado da aquisição gradual de um conjunto de atributos.
Perspectiva interaccionista (interacionismo simbólico): utiliza como critério para definir uma profissão os significados que os individuos constroem e partilham sobre o que é uma profissão. Interacção das relações grupais . Simbólico porque o que interessa é o nível de significado. Valoriza-se a intersubjectividade.
Perspectiva histórica (perspectiva mais à esquerda): a profissão é um produto histórico. Para uma dada profissão ser entendida é necessário estudar a sua génese, a sua perspectiva diacrónica atendendo a constrangimentos sócio-económicos, politicos, culturais, etc. que contribuiram para a construção ou desconstrução de determinada profissão. Perspectiva crítica da perspectiva funcionalista.




1. Longa escolaridade
hoje caminha-se para que o mínimo exigido seja a licenciatura
2. Saber especializado
por vezes o estágio reduz este saber.
3. Controlo de acesso à profissão
é o Estado quem controla
4. Associações profissionais
depois do 25/4/75 fizeram-se associações disciplinares
5. Código deontológico
6. Autonomia profissoional
7. Identidade profissional
8. Estatutos de carreira

Se aplicássemos a grelha dos funcionalistas aos professores veríamos que ele é um semi profissional.

Autonomia profissional

O professor foi adquirindo uma certa autonomia profissional (possibilidade de aplicar conhecimentos científicos). No ensino secundário essa autonomia é quase impossível. O professor é um manuseador do programa. Um professor que ensine mal não é penalizado por isso ao passo que um engenheiro se fizer mal os cálculos é chamado à responsabilidade.
Poderá o professor copiar todas as características das profissões liberais?
Não. Temos que conhecer aquilo que os outros têm que nos interessa. Não vamos copiá-los.


Saber especializado

Profissão: grupo de pessoas que tem o monopólio de um certo saber científico.
Saber: relação do especialista - o que retém o saber - e o cliente (que é ignorante).

Saber especializado: monopólio do profissional- saber fechado (os clientes não deixarem o cliente ter acesso a esse saber)

Só somos profissionais abrindo mão de uma das bases fundamentais do poder = saber
Transmitir o conhecimento : papel do professor



Com o 25 - 4 - 75 houve uma mutação radical económica, politica e social

- democratização no ensino.
As ideologias dão um certo sentido às pessoas.
O sistema educativo servia de veículo de mobilidade social para a classe média.

.liceu
.escola comercial e industrial

Escola classista sem mobilidade e interacção. Esta estrutura dual foi considerada injusta porque induzia os filhos das classes mais desfavorecidas a tirar cursos mais curtos.


Igualdade de oportunidades

A fusão das duas escolas deu-se com o 25 de Abril (unificação do ensino).
Antes do 25 de Abril fazia-se a diferença entre trabalho manual e trabalho intelectual. Hoje continuam a prevalecer as disciplinas que vêm dos antigos liceus.
Criação da escola de massas aberta à frequência de todos os tipos sociais.
A estrutura curricular é a do liceu (licealização da escola de massas). Modelo único de excelência escolar (ex. bom aluno a português e matemática - sucesso em torno de algumas disciplinas).

Utopia, não de tido irrealizável, de reconhecer a pluralidade de excelências.
Individualismo possessivo, competição, meritocracia.

A politica educativa é contraditória e tem que continuar a sê-lo.
- modelo de excelência
- pluralidade de excelência

escola básica (obrigatória) de massas (9º ano) (tempo considerado mínimo para todo e qualquer cidadão)

Democratização da educação - quando este valor começa a vigorar fala-se de escolaridade básica
Educação básica e universal (obrigatória e gratuita)


quadro jurídico ---- práticas sociais

- No período revolucionário as práticas sociais estavam mais avançadas que o quadro jurídico. Hoje vivemos a experiência contrária.

igualdade de oportunidades / pluralidade de excelências: acesso / sucesso (dois indicadores que a escola obrigatória em Portugal está muito pouco desenvolvida )
B. Bernstein: professor exemplo acabado da classe média

Será possível falar de uma escola democrática em Portugal?

Lei de Bases do sistema educativo - "Constituição da educação"
A lei de bases do sistema educativo tem que ser compatível coma constituição da República . Lei democrática , pluralista, avançada (mais avançada no quadro jurídico-constitucional que as práticas)

Globalmente a escola básica está longe de ser democrática entendendo escola democrática como aquela que valoriza a pluralidade de excelências e a igualdade de oportunidades no acesso à no progresso. (os índices de insuceso escolar revelam que estamos longe de cumprir a igualdade de sucesso - todos serem capazes de mostrar o que podem fazer melhor).

Eticamente será sustentável mandar o aluno à escola para sustentar mais um estigma ou dois (rotulagem)? Como é que nas interacções sociais as pessoas se rotulam e quais as consequências dessa rotulagem (burro, estúpido...)?

Se o professor rotula, com sucesso, um aluno indisciplinado esperar-se-á que ele seja indisciplinado.


Comportamento divergente (ou desviante)

- para imputar a divergência é preciso que haja uma norma e que haja uma fuga à norma . É preciso ainda que essa fuga seja vísivel socialmente. O desvio em relação à norma tem que ter visibilidade social.

Estes comportamentos marcam a rotulagem de um índividuo.

Certos processos disciplinares podem ser considerados um processo de estigmatização, de rotulagem (muitas vezes o professor amplia o desvio)

Um processo disciplinar gera muitas vezes a possibilidade de um acto indisciplinar. (primeiro a fama, depois o proveito).

boa intenção (pedagógica) resultado desastroso (anti-pedagógico)

Um pobre, doente, canhoto é mais vulnerável que um rico, são e destro.

A escola acrescenta novos estigmas a crianças já estigmatizadas.

(in)sucesso interdependente da origem social. Esta explica o sucesso na escola básica mas com ao avançar no sistema escola desvaloriza-se a origem. Culturalmente na Universidade os estudantes são mais homogéneos e explicam os comportamentos sociais.

O estigma desvaloriza o indivíduo do ponto de vista pessoal.

Quando se fala de escola democrática não se pode falar só de currículo , práticas pedagógicas mas de outros indicadores como a estigmatização.


Será possível termos uma escola democrática?

O abandono escolar revela o não cumprimento dos desígnios básicos da escola básica (mais grave até que o não acesso à escola)

Funções do acto pedagógico: instrução
socialização
estimulação

Há tantos (in)sucessos quantas as finalidades da educação.
- normalmente só se valoriza a instrução.
Pode falar-se de (in)sucesso na socialização. Quando um aluno tem insucesso escolar (reprovando) tem insucesso na instrução.
Se um aluno, mesmo chumbando, continua na escola tem sucesso na socialização e estimulação. (diferenças de paradigma. Paradigma vigente in/sucesso académico)

O abandono escolar é o único indicador que pode sugerir o insucesso escolar geral) (mais importante que o índice de reprovações)


Mega: Internacional / estruturas supra-internacionais
Macro: estado - definição das políticas educaticas
Meso: escola (como organização completa)
Micro: sala de aula


A sala de aula deve ser compreendida como uma micro sociedade. Espaço onde podem estar representados os diferentes grupos sociais (alunos com diferentes culturas)-reconher a diversidade cultural na sala de aula que esmaqgam e impõe uma cultura sobre as outras. Existem, hoje, escolas que não são mono culturais (têm alunos ciganos, africanos, timorenses)

Do ponto de vista sociológico à culturas diferentes mas a escola tradicional não reconhece esta diversidade cultural (e não lida com ela)

A postura da escola, depois do 25 de Abril, continua a ser monocultural (apesar de já não ser monocultural) - valoriza os valores dominantes.

O currículo é "um arbitrário cultural " segundo Pierre Bourdier.


Há conhecimentos considerados inúteis e anti-sociais. Também há conhecimentos socialmente válidos que não estão no currículo por não serem "dignos " (passar na rua, cultura juvenil,...)

Os conhecimentos do currículo quando cruzados com os grupos sociais, são os do grupo social dominante.

o currículo também deve ser lido por parte do paradigma do conflito: o direito à diferença é fundamental.

Cada aluno transporta consigo um capital cultural que pode ou não conseguir rentabilizar. (alunos em continuidade ou descontinuidade cultural com a escola- estes têm que duplicar esforços para terem sucesso no interior da escola).
O professor não interage com todos os alunos do mesmo modo (feedback positivo parta uns e negativo para outros).

Um sociólogo vê a sala de aula como uma colmeia onde há milhares de interacções.

Microsociologia: o professor tanto pode ser um facilitador como mum obstáculo.

Bernstein: "A escola não pode compensar a sociedade"
- os professores tem em mãos decisões instrumentais (dizem respeito a meios) mas não decisões expresssivas (dizem respeito a fins)

- mesmo num modelo ainda experimental propõe-se que os órgãos directivos tome as decisões expressivas e os órgãos de gestão as decisões instrumentais.

O aluno enquanto menbro de uma determinada classe social, transporta consigo um determinado background. Está condicionado por factores macro e meso sociais.
Sala de aula micro-sociedade condicionada por ritmos de aprendizagem.

Pierre Bourdier ao estudar o comportamento de estudantes de diferentes grupos sociais constatam que a escola transforma as desigualdades sócio-económicas em desigualdades escolares.

input-output
Desigualdades sócio-económicas - manutenção das desigualdades
= teoria da reprodução

O tratamento igual de alunos diferentes acentua as diferenças (Bourdier)

(modelo altamente crítico da escola)

ed. bancária de Paulo Freire

- capital cultural

O aluno médio é o cliente ideal

O professor é o exemplo acabado da classe média. A escola permite adquirir um estatuto diferente do dos próprios pais.

A escola é um veiculo de mobilidade social, permitindo adquirir as condições essenciais para uma mobilidade social ascendente.

- tratar todos por igual é ser anti democrata
-um código deontológico deveria limitar o número de alunos

Não há profesores, existem grupos diferenciados de professores assim como existem grupos diferenciados de alunos.

A escola tem nos meios rurais um meio de desvitalização simbólica,. alterando os valores culturais.
disfunções.

O desígnio da escola básica é incluir o aluno

quantidade e qualidade das interacções (grelhas de observação)

(o professor têm interacções diferentes com diferentes grupos sociais)
Relações de Poder na sala de aula